Somos seres em constante movimento; portanto não  gostamos da inércia, sempre queremos estar em movimento; mas o que nos afeta é quando escolhemos os nossos próprios movimentos.

Estamos sempre nos deslocando de um lado para o outro, vivemos em uma sociedade dentro da própria euforia.  Como filhos de Deus precisamos ter a revelação  que somos peregrinos numa jornada; e isto depende do caminho que tomamos. Será que estamos seguindo o nosso próprio caminho?

Somente nos rendendo ao Senhor poderemos seguir o Seu caminho, e na jornada Dele podemos conhecê-lo, sendo guiado pelo Seu Espírito e assim fazer parte do Seu propósito. Assim como o Senhor, no início começa com algo, tão certo ao final, chegará a Sua consumação.

Tomamos como exemplo o texto de Gn 2:10: “E saía um rio do Éden para regar o jardim e dali se dividia , repartindo-se em quatro braços”, vemos neste texto a menção pela primeira vez da palavra “rio” que no hebreu antigo é (nahar) ou (torrente, corrente), cuja raiz primitiva significa : “brilhar”. Encontramos também a última menção da palavra rio no livro de Ap.22:1 “Então me  mostrou  o rio  da água  da vida, brilhante  como  cristal , que sai  do trono de Deus e  do Cordeiro”.

A corrente do Espírito não se trata aqui de um grupo ou movimento “cristão”,  que se auto intitula possuir a direção do Espírito e nem tão pouco um ministério, e sim o próprio mover do Espírito Santo.

Na narrativa de Genesis capítulo 2 temos a  descrição de quatro braços (cabeça) de rios: Pison (aumento), Gion (irrompendo), Hiddkel (rápido) e por fim Eufrates (frutífero). Este rio do princípio ainda não revela a plenitude de vida  que o Senhor deseja manifestar no Seu supremo propósito. É apenas o começo de algo que vai culminar numa explosão de vida e vida abundante e sem fim na eternidade.

Esta vida vai aumentando (Pison) e seguindo sua jornada irrompendo (Gion) com sua própria rapidez (Hiddkel) e terminando com a plena frutificação (Eufrates). Em outra ocasião é mencionada a palavra rio em Gen.15:18  “Naquele mesmo dia  o SENHOR faz uma aliança  com Abrão , dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates”.

Podemos perceber que o Senhor deseja dar testemunho de Sua misericórdia e amor para com o homem. Nesta passagem vemos a aliança do Senhor com Abrão com  um marco inicial em um rio(nahar) e terminando em outro rio e percebemos que o Senhor tem no seu coração algo que vai mais além do que pedimos ou pensamos.

No livro de Êxodo uma criança é retirada do rio; ela recebe o nome de Moisés que significa “tirado”,  pela filha de Faraó.

Do rio Nilo, Moisés é retirado com vida, mas depois de 40 anos no deserto com o povo e em 42 jornadas, somente aquela geração nova com Josué e Calebe passam pela morte atravessando o Jordão e entram em Canaã.

O mesmo rio que preserva a vida de Moisés ao ser retirado dele, mais tarde é ferido pelo cajado nas mãos de Moisés e em sangue, a morte toca os egípcios.

Nesta passagem a palavra “rio (y@‘or ) possui outro significado pois é uma palavra de origem egípcia e este rio é o Nilo.

Tudo ligado ao mundo gera morte, como diz a palavra: “O mundo jaz no maligno”; mas quando alguém é retirado do Nilo, este vem para vida, pois o Senhor mesmo nos transportou do reino das trevas para o reino do Filho do Seu amor.

Grande é o Senhor! “Da pedra fez brotar torrentes, fez manar água como rios (nahar)”. Sal.78:16. “Fendeu a rocha, e dela brotaram águas que correram, qual torrente (nahar), pelo deserto”. Sal.105:41. A mesma palavra no original aparece novamente “rio”, ou seja: torrentes brilhantes.

Quando avançamos para o livro do profeta Ezequiel encontramos que neste período houve  um momento de densas trevas sobre o povo de Israel. A própria glória de Deus se move do templo e também da terra, e o Senhor deixa de ser chamado o Senhor da terra para ser chamado apenas de Senhor dos céus.

Quando chegamos no capítulo 36, a partir do verso 25 em diante, mais uma vez uma torrente aparece: uma torrente que purifica e restaura. A promessa de um coração novo, um espírito novo e a presença do Espírito do Senhor para dentro do homem e a possessão da terra tornando-se como o jardim do Édem. Ez.36:25,26,27,35.

Seguindo para o capítulo 37, passando pelo vale dos ossos secos; ali vemos somente  restauração, restauração e restauração.

No capítulo de Ezequiel 47:1-12 algo espantoso e tremendo acontece; em nenhuma outra passagem encontramos a menção da palavra “água”(mayim) tantas vezes.

Águas, águas e águas! Até o dia de hoje ainda é um grande mistério para a própria ciência a natureza química desta substância inodora, incolor e insípida  que parece tão simples, mas com ligações extremamente complexas: duas moléculas de hidrogênio ligadas a uma molécula de oxigênio, sendo que 97% encontra-se nos oceanos e 3% como água doce. Uma combinação perfeita, obra das mãos do Senhor deixando Sua própria assinatura nos três estados que a própria água apresenta.

Águas que fluem do limiar do templo. Águas que começam pelos artelhos a qual por  nossa impetuosidade ainda não impedem a nossa própria movimentação devido a pouca quantidade desta água viva em nossa vida. Desta forma descreve o profeta Ezequiel o processo de como se atravessa este rio.

É como um copo de plástico frágil simbolizando o que somos em figura: quanto menos água no interior dele mais barulho ele faz; quanto menos do Espírito em nossas vidas, mais falamos, murmuramos e até  mesmo assumimos uma atitude de auto piedade. Ainda há muito barulho em nós pela pouca quantidade de água (unção) em nosso interior e, diante das crises, queremos contar para todos que estão ao nosso redor o quanto difícil tem sido, somos como vítimas das circunstâncias, uma posição completamente incrédula da nossa parte referente as nossas atitudes em relação as circunstâncias.

No entanto quando esta água aumenta seu volume no  interior desse copo e recebe um determinado aperto com as mãos, este copo não emitirá som algum, e sim a água vai transbordar por ele.

Assim também nós quando permitimos ser cheios do Espírito, rios de água viva fluirão do nosso interior; mesmo que a própria mão do Senhor nos aperte ou até mesmo a mão de outro; seja um irmão, seja quem for, por permissão do nosso Soberano Deus. E debaixo das pressões da vida nossas bocas se fecharão tal como o Senhor, como ovelha muda que seguiu o caminho do calvário para se derramar por nós. Conforme vai aumentando o volume começamos a transbordar, e Ele continua  nos enchendo, pois estas águas saem do limiar do Seu trono, não se esgotam.

Somente quando deixarmos sermos conduzidos por estas torrentes de águas, não poderemos atravessar por conta própria e dessa forma permitir ser conduzido por estas águas e quem sabe até mesmo mergulhar nas profundezas de Cristo, “águas para nelas nadar”, como o rio Gion, “irrompendo” em vida.

Quando essas águas tocam o Mar Morto temos uma explosão de vida em plenitude e então tudo o que está morto,vive, e desta forma podemos tomar a liberdade de mudar o nome para “O Mar Vivo”. Esta profecia se cumpre no milênio segundo o profeta Zacarias descreve “Naquele dia, também sucederá que correrão de Jerusalém águas vivas, metade delas para o mar  oriental e a outra metade, até ao mar ocidental; no verão e no inverno, sucederá isto”. Zac.14:8.

Nesta parte vemos também que no milênio estas águas se repartirão em duas: uma para o mar oriental e outra para o mar ocidental, fato que na eternidade futura ocorrerá uma mudança, como poderemos ver mais adiante.

Podemos notar no livro de Esdras, após o altar ser restaurado, a celebração da festa dos tabernáculos. No livro de Neemias, quando Esdras lê a palavra de Deus, logo após a leitura, mais uma vez ela é celebrada, sempre nos trazendo a memória que o Senhor é a nossa provisão no deserto, aprendendo nesta jornada a depender somente Dele e procurando seguir a coluna de fogo e a coluna de fumaça, seguindo os Seus caminhos para aprender a conhecê-lo.33:13

E no evangelho de João tudo maravilhosamente é governado pela mão soberana do Senhor.

O homem sem Cristo sempre tenta atribuir como obra do acaso tudo que está ao redor, mas nada pode escapar ao controle do “Eu Sou o que Sou” (YHVH, JAVÉ), o Deus que faz as coisas acontecerem.

Agora temos a visão de um homem batizando ( João, o batista ) no rio Jordão (aquele que desce), pois este é o seu significado. Isto nos ensina o caminho da humilhação, a descida do Getsêmani (prensa do azeite).

Por séculos e mais séculos o  rio Jordão vem descendo, passando pelo Mar da Galilélia e descendo mais e mais,  até tocar o Mar Morto, local que antes estava em uma planície chamada Arabá Ez.47:8, lugar que Ló escolheu pela concupiscência dos seus olhos. Gen.13:10.

Mais tarde, sobre a ira de Deus este local é submergido, tornando-se a depressão mais baixa da terra com mais de 393 metros abaixo do nível do mar e com uma profundidade em toda sua extensão de 400 metros. Recentemente foram encontrados em escavações vestígios de cidades no seu interior (Sodoma e Gomorra); é como se o Senhor en Sua ira com os Seus pés desse uma forte pisada sobre a terra; e diante disso, toda aquela extensão de terra afundou.

Entretanto, mesmo na era presente este mesmo mar permanece morto, ainda que venha recebendo água doce por tantos séculos.

Sabemos que no tempo determinado de Deus, aquelas águas que saem do trono, quando tocarem o Mar Morto, ele será restaurado como é mencionado no livro do profeta Zacarias e Ezequiel.

No evangelho de João capítulo 7:37-38 “No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e clamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba”. “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios (plural) de água viva”. Aqui o Senhor Jesus sobe até o templo e no meio da festa, festa que tem no seu total oito dias, e começa a ensinar, e continua ensinando levantando a sua voz e clamando. Ele faz um chamado como um arauto na torre de vigia, anunciando a todos para que o conheçam e, novamente, pondo-se de pé clama em alta voz no último dia da festa. Que festa?: festa dos tabernáculos (Jo.7:2). Neste último dia, todos se reuniam para adorar a Deus e oferecer ofertas de alimentos. (Lev.23:33-36).

O Senhor Jesus têm uma oferta para oferecer ao homem que ninguém no universo pode oferecer a não ser Ele mesmo.

Neste clamor do Senhor “ … fluirão rios de água viva.” , rios ligeiros e com sua rapidez impetuosa, leva-nos de volta a lembrança do Éden, nas correntes do rio Hiddkel (rápido).

Deixar ser guiado pelo Senhor, com um novo nascimento, como nova criatura, crendo Nele, recebendo Dele como a nossa provisão, como a nossa única oferta.

Não podemos levar nada para esta festa. Que oferta poderemos oferecer? Ele sim é o que leva  a oferta e nos oferece; claro que isso não isenta a nossa responsabilidade perante o Senhor de ouvir, crer e agir.

Ele nos dá a benção da Sua presença em nós por meio do Seu Santo Espírito.

Oh! Como precisamos ser guiados pelo Espírito, pois é Ele que nos conduz em toda  a verdade.

Ser guiado pelo Espírito e receber vida Dele é repartir com outros esta mesma vida que recebemos.

O propósito de Deus para com os Seus filhos é algo que em parte conhecemos, podemos tocar nesta realidade, mas, contudo, ainda não na sua totalidade; existe um até de Deus. Por isso a necessidade de sermos conduzidos pela mão de Deus.

E finalmente, na última visão do apóstolo João, depois de contemplar a nova Jerusalém, ele tem o vislumbre de um rio(singular) da água da vida, não mais rios mas um único rio,brilhante” como o cristal; eis aí , não uma micro nem sequer uma nano fração de uma partícula deste fio de ouro que começa no livro de Gênesis e termina no livro de Apocalipse, pois trata-se das riquezas insondaveis e inescrutáveis de Cristo. “Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro”. Ap.22.1

Agora não mais quatro rios e tão pouco um que se divide em dois; apenas um rio que sai (tempo presente) do Trono de Deus e do Cordeiro.

Em Ezequiel 47, no relato sobre os acontecimentos relacionados com o milênio, temos estações e a presença da luz solar; a água continua com o seu processo de evaporação, ainda existe depósitos de sal, e no livro de Zacarias toda nação que não vier adorar o Senhor justamente na festa do tabernáculos, sofrerão a disciplina da ausência de chuvas.

Mas na eternidade futura, com o novo céu e uma nova Terra; e onde estiver o trono de Deus e do Cordeiro não haverá necessidade de luz de lâmpada e tão pouco de luz solar pois o Senhor nos iluminará e veremos Ele face a face e nas nossas frontes teremos o Seu nome e reinaremos pelos séculos dos séculos.

Podemos perceber o quanto é importante ser conduzidos pelo Espírito, pois assim como o Senhor conduz tudo através do Seu falar, pela Sua palavra, pois temos este testemunho  fiel e verdadeiro, quando tocamos na Sua palavra desde o começo até o fim.

Esta corrente de vida, este fio de ouro, que começa em Genesis e termina, e ao mesmo tempo começa ao final do livro de Apocalipse para um eternidade futura sem fim. Esta frase pode soar aos nossos ouvidos como uma figura de linguagem, mas na verdade é a pura realidade dos assuntos espirituais do Senhor.

Com isso vemos esta mesma corrente, clara e brilhante como o cristal, um único rio, o rio da vida, o mesmo que flui do nosso interior que no início vai aumentando (Pison), e irrompe (Gion) com toda a sua rapidez (Hiddkel) para finalmente chegar na plenitude de um frutificar (Eufrates) eterno.

Ser conduzido pelo Espírito é abrir mão de qualquer movimento próprio, ou seja, deixar de ser completamente independente, somente imóvel, inerte, não utilizando a nossa força mas sim morrendo para o ego, perdendo a vida da alma para poder ganhar a Cristo e ser luz e alimento para os homens para que o Senhor seja glorificado nos céus.

Quando lemos o capítulo primeiro de Gênesis, no relato da criação, o Senhor Deus cria os céus (shamayim) no plural, e a Terra. Sabemos que havia um caos;  com a queda do homem mais uma vez, o caos retorna .

Mas na visão do apóstolo João, no final do livro de Apocalipse, ele vê o novo céu e a nova terra. Tomamos a liberdade que o Senhor nos concedeu de poder imaginar e meditar na obra de Sua mãos!

Se no tempo presente, quando deslumbramos este céu e esta terra que estão debaixo do pecado, pois a criação geme, aguardando a revelação (apokalupsis) dos filhos de Deus, e com esta visão que temos diante dos nossos olhos, agora no presente, e no entanto nos maravilhamos com a mão criadora do Senhor, com todo o vislumbre do universo, das estrelas, galáxias, das cores da terra e de toda a sua beleza, ainda que esteja debaixo da ira de Deus; como não será este novo céu  e esta Terra nova, preparada para aqueles que o amam e isto tudo diante dos nossos olhos?

Em 1 Cor. 2:9 “mas…, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”.

Ainda que por um momento estejamos nesta terra assolada, o Senhor com a Sua mão redentora e criadora, deixa sempre a sua impressão digital em toda a Sua obra, deixando para nós sempre Sua marca tipológica em toda Sua criação.

No ambiente marinho há algo maravilhoso, que nos ensina muito.

No mar existem umas criaturas que recebem o nome de “seres planctônicos”. Estes seres não possuem movimentos próprios; e outros  recebem o nome de “seres pelágicos”; estes, por sua vez, possuem movimentos próprios.

Em relação ao plâncton animais que não possuem movimentos próprios, eles se deixam serem conduzidos pelas correntes marinhas, poderíamos dizer que : “ são seres que vivem ao sabor das corrrentes marinhas”.

Estas correntes podem conduzir o plâncton para qualquer lugar do planeta, para servir de alimento, no momento certo, para outros animais. Estes seres são a base da cadeia alimentar marinha. Se eles deixassem de existir, todo o ecossistema marinho morreria, todo o oceano entraria em colapso, e assim o próprio ambiente terrestre.

Estes pequenos animais, desde o fitoplâncton, seguindo para o zooplâncton até pequenos crustáceos (camarões) como o Krill,  um plâncton que é um alimento importante para uma determinada espécie de baleia que é um ser pelágico, chegando até os maiores, as medusas que também são um plâncton.

No entanto, os menores o fitoplâncton, estes possuem um papel importantíssimo na cadeia alimentar pois são a base desta mesma cadeia. Estes precisam da luz para sobreviver, ainda que alguns gêneros sejam facultativos.

Mesmo nos ambientes mais tenebrosos e profundos eles continuam a sua missão de se alimentarem da luz de uma forma química (quimiossintese) , e com isso servem de alimento para outros seres.

Não é na bonança ou na luz , mas nas densas trevas como diz o profeta Isaias “Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o SENHOR, e a sua glória se vê sobre ti.” Is.60:2.

Aos nossos olhos se a igreja deixar a terra, a própria Terra morre ; como o ambiente marinho sem a presença do plâncton, tudo  apodreceria  e morreria. Somos o sal da Terra,somos a luz do mundo. Disse o Senhor.

Permanecer na terra é manter o testemunho do Senhor. Por isso que o apóstolo João viu aqueles que foram mortos por causa do testemunho de Cristo.

O testemunho do Seu corpo que é a igreja, está na terra.

Que a Sua vontade seja feita na terra assim como ela é feita nos céus! Desta maneira serviremos de alimento para outros,  se deixarmos ser conduzidos pela poderosa corrente do Espírito Santo, não lutando contra Ele como se fôssemos seres pelágicos, que lutam contra as correntes, seres independentes que seguem o seu proprio caminho.

Podemos tomar como exemplo o peixe. Percebemos que quando ele está morto a corrente o conduz; isto é verdade, mas no entanto ele apodrecerá com o tempo. Parece que ele está sendo conduzido mas, com o passar do tempo, a realidade do sabor e do odor logo provará o contrário e se revelará que não passa de uma atitude ilusória da nossa parte. De certa forma vivos em Cristo e conduzidos por Seu Espírito.

Isto nos deixa uma lição de estarmos sempre lutando e resistindo o Espirito, pode ser tarde demais. Imagine morrer lutando e resitindo, até o Espírito do Senhor deixar de contender conosco!. Isso realmente pode se tornar uma grande tragédia na vida cristã.

Quando observamos o plâncton, ele está morto em se tratando de lutar contra a corrente, todavia ele está vivo, ele tem sabor, tem aroma, quando ele é conduzido pela corrente; ele torna-se parte dela.

Em figura, também temos o aroma de Cristo porque estamos Nele e Ele está em nós, então Ele se move em nós, pois  permitimos que o Espírito contenda conosco e nos leve para onde Ele quer.Assim falou o Senhor para Pedro em suas últimas palavras no evangelho de João.

Quando somos conduzidos pelo Espírito, seja em qualquer profundidade, e debaixo de uma grande pressão, suportamos porque estamos na corrente, pertencemos e interagimos com ela, e não importa por mais escuro que esteja, a qualquer momento haverá uma explosão de luz.

E disse Deus: “Haja luz e houve luz”.

A Corrente do Espírito
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